Fisioterapia Pediátrica

A Fisioterapia Pediátrica atua na prevenção , habilitação e reabilitação do desenvolvimento neuropsicomotor, das crianças que apresentam atraso de desenvolvimento, disfunções neuromotoras , sequela de prematuridade, síndromes genéticas ou qualquer patologia que possa interferir na sequência normal do desenvolvimento motor infantil.
O trabalho da fisioterapeuta na área da pediatria exige dela um conhecimento que lhe proporcione atender a criança de acordo com as necessidades que esta apresente, desde as consideradas mais simples até as mais complexas e específicas. A Fisioterapia Pediátrica utiliza uma abordagem com base em técnicas neurológicas especializadas, visando sempre direcionar os objetivos fisioterapêuticos com atividades lúdicas tornando o momento prazeroso para a criança . Faz-se necessário, entretanto que o ambiente seja inteiramente direcionado ao universo infantil, com recursos necessários aos atendimentos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O sentar em "W"

O sentar em W é uma postura adotada por algumas crianças, no entanto essa é uma das mais diversas formas da criança se sentar, principalmente quando ainda não apresenta um bom equilíbrio, e isto ocorre com frequência  no início da primeira infância. É importante que a criança alterne nas diversas formas do sentar, para que possa conhecer os limites do seu próprio corpo. A frequência da postura em W é que pode gerar problemas ortopédicos e musculares tais como: rotação interna dos quadris; encurtamentos musculares; alterações nos joelhos; atraso no controle e equilíbrio de tronco; etc.

Crianças com desordens neuromotoras sente-se mais seguras em sentar com a postura em "W", pois essa postura tende à aumentar a base de sustentação, favorecendo de uma certa forma o  equilíbrio de tronco, no entanto sabemos que aumentará as chances dos encurtamentos e das deformidades, comprometendo as demais aquisições na qual a criança vai passar.
Mesmo sabendo que facilita o equilíbrio de tronco, o fisioterapeuta deve tentar sempre mudar a forma do sentar da criança ,encontrando meios para facilitar o sentar, condicionando aos poucos à nova forma do sentar.


É bastante importante que os pais possam ser orientados à estimular o seu filho(a) a sentar de forma correta, para evitar possíveis problemas ortopédicos.

domingo, 9 de agosto de 2015

A IMPORTÂNCIA DA POSTURA ORTOSTÁTICA NAS LESÕES NEUROMOTORAS


O paciente acometido por uma disfunção neuromotora, tem dificuldades em alcançar a postura de pé, pois essa lesão acomete as etapas de maturação cerebral,interferindo nos processos necessários para as mudanças das fases que ocorrem normalmente. A criança normalmente fica presa em fases anteriores a essa , necessitando normalmente de bastante estímulos para alcançar essa postura e muitas vezes nunca alcançam.
O ortostatismo favorece a criança contato visual com o ambiente, proporcionando o ato de brincar com brinquedos e com outras crianças.

VANTAGENS DA POSTURA DE PÉ:
-Melhor funcionamento do sistema circulatório
-Aumenta a densidade óssea prevenindo lesões
-Auxilia na digestão e na função intestinal
-Facilita a formação de cartilagem no quadril e no início do desenvolvimento
-Ajuda na respiração e no controle da fala
-Alonga a musculatura
-Melhora na interação com o meio.


A postura de pé favorece novas experiências enviando ao sistema nervoso, as informações da postura correta e devido o alinhamento corporal, a musculatura posterior é alongada, evitando dessa forma, os encurtamentos tão comuns nessas crianças. 
Pontua-se também grandes benefícios dessa postura ,por favorecer uma maior funcionalidade dos membros superiores-MMSS, estimulando consequentemente o desenvolvimento cognitivo e aumentando a interação com o meio ambiente.

O PAPEL DA FISIOTERAPIA:
A fisioterapia tem sua atuação quando estimula o ortostatismo, através do alinhamento biomecânico dessas crianças. Quando a criança atinge essa postura, colabora com a integração sensorial, estimulando o contato visual, o tato, o sistema vestibular e a propriocepçao, consequentemente a criança ganha intelectualmente.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Fisioterapia na Síndrome de Menkes

A Síndrome de Menkes é uma doença de desordem genética que desorganiza a armazenação e a distribuição do cobre no organismo.
Foi descrita pela primeira por Jonh Hans Makes, em 1962. É considerada uma doença rara. É uma síndrome relacionada as desordens do cromossomo X, no qual está o gene ATP7A mutante. Os homens são mais acometidos do que as mulheres. Em sua maioria, essa síndrome é herdada, porém em torno de 1/3 dos casos, a causa é decorrente de mutação do próprio gene.
Também conhecida como Síndrome do cabelo Kinky. É uma doença neurodegenerativa progressiva.

ETIOLOGIA:

Esta Síndrome é causada por uma mutação do gene ATP7A, resultando em uma má distribuição de cobre pelo organismo. Observa-se acúmulo de cobre em alguns tecidos, como no intestino delgado e nos rins, enquanto importantes áreas como o cérebro e o fígado, o nível de cobre encontra-se reduzido, provocando sérios danos a saúde.

SINAIS E SINTOMAS:

Os sintomas da Síndrome  de Menkes inicia logo nos primeiros meses da infância. A criança inicialmente  se desenvolve normalmente e em seguida começa o processo de perdas das habilidades desenvolvidas.
Os sintomas mais comuns são:
-Baixo tônus muscular;
-Ossos fracos com tendência a fraturas;
-Convulsões;
-Baixa temperatura;
-Atraso do desenvolvimento motor;
-Face rosada;
-Deterioração do sistema nervoso;
-Cabelos esparsos e ásperos, muitas vezes incolor;
-Deficit no crescimento;
-Dificuldades na deglutição;
-Problemas respiratórios.

TRATAMENTO:

O tratamento deverá ser o mais precoce possível e é feito com a administração de Cobre, por via injetável. Pessoas com mutação, que não interrompe completamente o tratamento, o transporte de cobre no corpo, apresentam uma melhor resposta ao tratamento.


TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO

A fisioterapia entra para minimizar os sintomas apresentados,tais como:
-Fortalecimento da musculatura que é hipotônica;
-Facilitação das etapas do desenvolvimento motor que estão em atraso;
-Orientação nas diversas posturas mais adequadas a criança, evitando deformações e desvios à coluna;
-Trabalho com descarga de peso e propriocepção.
-Trabalhar o equilíbrio e a coordenação motora ampla.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Estimulação Sensorial

O estímulo aos sentidos ajuda no desenvolvimento cognitivo, social, linguístico, motor e emocional das crianças.
Logo após o nascimento, o cérebro do bebê começa a fabricar neurônios-SINAPSES, que servem para transmitir e armazenar informações. Segundo a literatura , até os cinco anos de idade da criança, ocorre uma grande proliferação das sinapses, justificando o porque que a criança capta tudo ao seu redor. Nesta etapa ocorre um grande potencial de aprendizagem por parte delas.
Os estímulos sensoriais apresentados a criança, desde muito cedo, são considerados como ferramentas mentais necessárias  que ela terá que usar no futuro.
As crianças precisam de espaço e vivencia  com oportunidades de explorar diversas atividades com objetos de diferentes tipos de tamanhos, texturas, cores ,cheiros  e sons diversos.
Crianças com lesães neurológicas, tanto superficial, como profundas( proprioceptiva), atrasos de desenvolvimento e algumas síndromes, normalmente apresentam deficit sensorial, podendo trazer prejuízos no controle motor, na coordenação, no equilíbrio e na velocidade de processamento motor.

ATIVIDADES SENSORIAIS:
As atividades sensoriais são fáceis de serem realizadas, até mesmo em casa, a criança deverá ter essa vivencia. O uso de alguns objetos ou mesmo brinquedos pode levar a criança a ter interesse visual, auditivo e tátil, transformando em brincadeiras prazerosas e criativas
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É importante também a criança ter contato com texturas variadas

.
Bastante legal o uso de creme de barbear, gelatina e massinha de modelar nas brincadeiras, desenvolvendo a criatividade e a coordenação motora da criança.


domingo, 18 de maio de 2014

Síndrome do bebê sacudido

Devido a fragilidade das estruturas ósseas e dos tendões nos bebês, como também  pela formação em que se encontram os tecidos moles e estruturas nervosas, é extremamente importante chamar a atenção dos pais e ou responsáveis para evitarem movimentos de sacudidas bruscas. Sabe-se que muitas vezes a "SACUDIDA" é feita com intenção de brincar, mas nesse momento é possível provocar ruptura por desaceleração do cérebro, chegando muitas vezes a ocasionar hemorragias ou lesões diretas.

Nós fisioterapeutas orientamos aos pais as diversas formas estimular o seu bebê para facilitar o seu desenvolvimento motor sem riscos a sua integridade física.

domingo, 4 de maio de 2014

A fisioterapia na Síndrome de Rett

A Síndrome de Rett foi descrita pela primeira vez por Andreas em 1966. É uma anomalia  no gene que causa desordens de ordem neurológicas, que acomete quase que exclusivamente crianças do sexo feminino.É uma síndrome de retardo mental acentuado que compromete progressivamente as funções motora e intelectual, provocando distúrbios de comportamento e total dependência. A prevalência é de 1:10.000 meninas.
Do ponto de vista neuropatológico, é fato a desaceleração do crescimento craniano que ocorre a partir do terceiro mês. O lobo frontal, o núcleo caudado e o mesencéfalo são as regiões encefálicas nas quais foram observadas as maiores reduções. A síndrome de Rett pode estar relacionada, a uma deficiência pós- natal, no desenvolvimento das sinapses.
Os sinais iniciam normalmente por volta dos seis meses de vida, e em alguns casos só após os dezoito meses, porém a literatura nos fala que é possível observar nessas crianças um atraso de desenvolvimento, acompanhado de hipotonia muscular desde muito cedo. É observado atraso na linguagem ou total ausência.


Sinais e Sintomas


Quadro Clínico:
- Retardo mental
- Regressão das habilidades sociais
- Regressão das habilidades cognitivas
- Regressão das habilidades motoras
- Apraxia
- Ataxia
- Movimentos esteriotipados, ( entrelaçamento de dedos ou mãos na boca )
- Perda do uso funcional das mãos
- Deficit na integração da percepção, da parte sensorial e social.

Tratamento fisioterapêutico:
A fisioterapia irá atuar no atraso de desenvolvimento, dando enfoque no controle cervical e de tronco, nas dissociações de cinturas para preparar pro engatinhar; fortalecimento da musculatura; melhora nas reações de proteção através dos exercícios no rolo ou bola bobath; orientações posturais; estimulação sensorial e orientação aos pais ou cuidadores de como proceder com a criança no dia a dia, contribuindo para uma melhor qualidade de vida tanto da criança como de toda família.

terça-feira, 18 de março de 2014

Torcicolo Congênito

O torcicolo congênito é uma doença  ortopédica em que a criança nasce com um encurtamento do músculo esternocleidomastoideo, apresentando uma inclinação da cabeça para o  lado acometido , acompanhado da rotação, com o queixo voltado  para o lado oposto. O torcicolo provoca limitação de movimento articular e muitas vezes dor quando se faz o movimento contrário.


Crianças com torcicolo, geralmente apresentam assimetria facial e nos casos mais graves ocorre assimetria craniana ( Plagiocefalia posicional), que devem ser tratados nos primeiros meses de vida. A plagiocefalia acontece devido o mal posicionamento da cabeça.
Segundo a literatura, o torcicolo congênito é mais comum na primeira gravidez e a maior causa é o espaço reduzido intrauterino, levando a uma fibrose do músculo.
O tratamento deve ser iniciado logo após diagnóstico, o mais precoce possível. Nos casos mais graves, onde ocorre limitação da mobilidade do pescoço acima de 30°, indica-se a cirurgia, nesse caso é feito o alongamento do músculo encurtado- ESTERNOCLEIDOMASTOIDEO ; o procedimento cirúrgico normalmente só é realizado após os quatro anos de idade.
O torcicolo congênito quando não tratado pode trazer desalinhamento das orelhas, dos olhos e assimetria facial.
Atualmente já existe um tratamento conservador para os casos de PLAGIOCEFALIA, onde a criança faz uso de uma órtese craniana, confeccionada sob medida. Este tipo de tratamento não provoca dor essa órtese fica sendo reajustada de acordo com a necessidade de cada criança.

Tratamento Fisioterapêutico:
O tratamento fisioterapêutico deve ser iniciado o mais breve possível constando de:
- Orientações a família quanto aos posicionamentos da criança no berço, na hora de dormir;
- Colocar estímulos sonoros e visuais pendurados no berço, sempre do lado contrário ao torcicolo;
- Orientar também a família a colocar rolinhos nas costas do bebê na hora da dormida, para evitar que se vire para a posição que favoreça o torcicolo;
- Massagem superficial no músculo encurtado para prepara-lo antes dos alongamentos;
- Alongamentos do músculo esternocleidomastoideo;
- Estimulação do movimento espontâneo da cabeça da criança, através da apresentação de brinquedos sonoros e coloridos, favorecendo o movimento de rotação da cabeça, ou elevação da mesma;
- Colocar a criança de bruços (decúbito ventral) e fazer estímulos com brinquedos, para forçar que ela levante a cabeça , fortalecendo a musculatura do pescoço.