Fisioterapia Pediátrica

A Fisioterapia Pediátrica atua na prevenção , habilitação e reabilitação do desenvolvimento neuropsicomotor, das crianças que apresentam atraso de desenvolvimento, disfunções neuromotoras , sequela de prematuridade, síndromes genéticas ou qualquer patologia que possa interferir na sequência normal do desenvolvimento motor infantil.
O trabalho da fisioterapeuta na área da pediatria exige dela um conhecimento que lhe proporcione atender a criança de acordo com as necessidades que esta apresente, desde as consideradas mais simples até as mais complexas e específicas. A Fisioterapia Pediátrica utiliza uma abordagem com base em técnicas neurológicas especializadas, visando sempre direcionar os objetivos fisioterapêuticos com atividades lúdicas tornando o momento prazeroso para a criança . Faz-se necessário, entretanto que o ambiente seja inteiramente direcionado ao universo infantil, com recursos necessários aos atendimentos.

sábado, 29 de setembro de 2012

Estimulação Visual

Para que uma criança possa ter o seu desenvolvimento motor de forma normal , é necessário que todos os seus sentidos estejam íntegros, portanto, o desenvolvimento da função visual tem uma importância considerável nesse processo. A primeira tarefa da função visual é fazer a comunicação com o meio ambiente e desenvolver a orientação espacial. No primeiro ano de vida, essa orientação se dá rapidamente,desse modo, o bebê se movimenta em ambientes internos e externos.
A visão é uma importante via de aprendizado em relação aos objetos que estão  próximos e distantes, ela promove  à criança, o alcance e a apreensão dos objetos  que estão ao seu redor, contribuindo, assim, para o desenvolvimento visomotor e a percepção do bebê a cada experiência vivida. Todo o processamento se da pelo sistema nervoso central, combinadas pelas impressões visuais e motoras de forma a coordenar os movimentos da cabeça das mãos e de todo corpo.




É notável a grande incidência de problemas visuais nas crianças com desordens motoras, acarretando sérios prejuízos funcionais.Um número acentuado de crianças com Paralisia Cerebral tem dificuldades de controlar os movimentos do corpo, bem como controlar os movimentos dos olhos. Segundo Aitken,1992, evidências comprovam que 50% das crianças com Paralisia Cerebral apresentam algum problema visual, tais como estrabismo,erro refração ambliopia e acomodação insuficiente.Para Duckman,1987, as crianças com espasticidade apresentam maiores riscos de terem problemas na visão. Pode-se encontrar outros problemas nessas crianças tais como: perda do campo visual, distúrbios oculomotores, diminuição da acuidade visual, atrofias ópticas, anormalidades da retina entre outros.

Extensoras (Polainas)

Utiliza-se extensoras ( também conhecidas como Polainas) como recurso durante alguns atendimentos em fisioterapia. Elas são indicadas para uso em membros superiores e membros inferiores, objetivando uma estabilização das articulações do cotovelo e do joelho em posição de extensão, respectivamente. São confeccionadas com materiais resistentes como lona, contendo barras de duralumínio, evitando dessa forma que ocorra a flexão, devido o bloqueio da articulação.

Pontua-se como indicações clínicas, principalmente a manutenção do posicionamento desejado, com ganho significativo do alongamento muscular no segmento no qual está sendo estabilizado, favorecer o controle e a ativação muscular proximal e o ortostatismo. Com a estabilização dos joelhos, podemos realizar treino de marcha em pacientes com Mielomeningocele (com indicação para a marcha), alguns casos de Paralisia Cerebral  e demais patologias. O uso da extensora  em membros superiores favorece também no treino do engatinhar das crianças que tem dificuldades em estabilizar os cotovelos.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Método Cuevas Medek Exercises


Definição:
O Método Cuevas Medek Exercises (CME) é uma abordagem fisioterapêutica utilizada para crianças que possuem alteração no desenvolvimento motor causado por síndrome não degenerativa que afeta o Sistema Nervoso Central.  Esta terapia pode ser aplicada a crianças a partir de 3 meses devida até que elas atinjam o controle da marcha independente. Como os terapeutas que utilizam o Método CME precisam expor à criança a influência da força da gravidade, através do progressivo suporte distal, o uso desta terapia pode ser limitado pela altura e peso da criança.  O Método CME foi criado e desenvolvido por Ramón Cuevas, fisioterapeuta chileno, durante a década de 70, em Caracas, Venezuela.
O princípio fundamental do CME é baseado no fato de que crianças que possuem comprometimento no seu desenvolvimento precisam reforçar seu potencial de recuperação natural. Esta propriedade do Sistema Nervoso Central continua a propulsar o processo de desenvolvimento mesmo após a seqüela ter se instalado.  A reação natural do "potencial de recuperação" isoladamente, não pode tirar a criança da situação de desenvolvimento motor anormal. Por isso é crucial iniciar a terapia motora no momento da detecção dos primeiros sinais de atraso na função motora. O nível final de independência motora alcançado pela criança irá depender dos seguintes fatores:

o 1- A detecção precoce da alteração no desenvolvimento motor.
o 2- A existência do potencial de recuperação cerebral.
o 3- A aplicação no momento correto de uma abordagem significante de terapia motora.
o 4- A execução constante de exercícios apropriados até se atingir o total controle motor.
Características:
Provocar o aparecimento de funções motoras automáticas ausentes.
Cooperação e motivação da criança não são requisitos na terapia CME.
Expor a criança à influência natural da força da gravidade com progressivo suporte distal.
Manobras de alongamento são integradas na terapia CME.
Tônus muscular aumentado em extremidades não são obstáculos para se estimular o controle postural em pé.
Um período de triagem é proposto para se demonstrar resultados a curto prazo da Terapia CME.

Avaliação:
O Método CME possui um protocolo de avaliação próprio composto de 41 itens. Na avaliação serão realizados testes para se verificar o estágio motor da criança, sendo avaliado desde controle cervical até marcha independente.  No IMPDor, a avaliação dura em média 90 minutos e é composta pelo protocolo de avaliação CME, além da entrevista com o responsável e avaliação geral da criança. A avaliação é de fundamental importância para que se possam traçar os objetivos terapêuticos. Conhecer a rotina da família, a rotina da criança, as preferências da criança, além dos aspectos motores nos possibilita tratar a criança de forma global. Na avaliação os responsáveis deverão trazer todos os exames relevantes, assim como os relatórios hospitalares e terapêuticos e deverão vestir a criança com roupas confortáveis.

Exercícios:
O CME possui mais de 600 tipos de exercícios. Cada exercício representa um desafio biomecânico particular para a criança. Cada exercício de fisioterapia demanda uma resposta ativa da criança e a escolha do exercício sempre estará diretamente relacionada com o potencial de reação dela. A porção de "arte" da terapia CME depende da habilidade do terapeuta CME em escolher e aplicar uma boa seqüência de exercícios durante a sessão de fisioterapia, com o objetivo de "provocar" novas reações espontâneas posturais funcionais.

A porção "científica" da terapia CME reside no emergir de novas respostas do cérebro imaturo. A terapia CME propõe um período de prova de 8 semanas de tratamento diário para se provar que este programa de terapia pode ajudar a criança a progredir. O objetivo principal deste período de 8 semanas é alcançar pelo menos 3 dos objetivos propostos na avaliação.  Utilizando estes 3 objetivos como critério, os pais terão um método concreto de avaliar a efetividade da abordagem terapêutica utilizada com seus filhos. A terapia CME é a única abordagem terapêutica comprometida com estes princípios de efetividade.

Equipamentos:
Este conjunto de caixas especiais é utilizado para aplicar a terapia CME assim que a criança tenha condições de se manter de pé apoiada pela coxa. As caixas possibilitam ao terapeuta e aos pais todas as possibilidades biomecânicas funcionais para estimular todo o espectro das reações de estabilidade em bípede e as respostas de equilíbrio.
O equipamento é composto por:
Três caixas com as mesmas medidas, uma caixa alta, uma prancha quadrada, um cubo e uma barra.  Sabendo como tirar vantagem do material CME, a criança poderá ser estimulada dinamicamente para se aprimorar a sua estabilidade em bípede, equilíbrio e controle da marcha. Este conjunto permite ao terapeuta realizar exercícios de forma segura e ergonômica, pois a sua execução acontece dentro do alcance do terapeuta.  Esta mesa com medidas especiais é útil e necessária para realizar o tratamento de crianças desde os exercícios de controle cervical até o momento em que elas sejam capazes de se manter firmemente em bípede auxiliadas pelos tornozelos.

Contra-indicação:
Existem algumas contra-indicações para se receber a terapia CME:
Doenças degenerativas.
Osteogênese Imperfeita.
Epilepsia não controlada.
Bebês menores de 3 meses, exceto para terapeutas CME II e CME III.
Qualquer terapeuta que não possua formação em CME assinada por Ramón Cuevas.
Seguir informações passadas por profissionais não graduados em CME.

Referência
www.terapiainfantil.com.br

Theratogs

O TheraTogs é uma roupa terapêutica de treinamento neuromotor, postural e sensorial. Esse recurso é resultado da combinação de um sistema de tronco e membros inferiores, podendo ser estendidos aos membros superiores. Além disso, o sistema dispõe de tiras e velcros especialmente desenvolvidos para serem fixados as diversas partes corporais, de acordo com a necessidade clínica de cada paciente.
Este sistema foi desenvolvido nos EUA pela fisioterapeuta Beverly Cusick, respeitando sólidos princípios biomecânicos e da ciência neuromuscular.
Através da utilização do TheraThogs, o usuário pode obter inúmeros benefícios terapêuticos, entre eles destacam-se:
Remodelamento ósseo e articular em bebês e crianças
Consciência corporal e estabilidade postural
Alinhamento articular funcional
Vivência sensoriomotora para um correto aprendizado motor em atividades diárias domiciliares e escolares.
Cabe ressaltar que o TheraThogs pode ser utilizado durante as sessões de terapias, assim como no ambiente escolar, domiciliar e nas demais atividades de vida diárias, permitindo ao usuário mais de 16 horas diárias de uso.
O TheraTogs é indicado para pacientes com ataxia, hipotonia, atetose e espasticidade; fraqueza muscular e déficit de equilíbrio; alterações da marcha; desvios articulares; instabilidade articular; problemas de recrutamento muscular; déficits de integração sensorial; alterações comportamentais; assimetria postural e déficit de equilíbrio muscular.
Ao contrário de outros sistemas utilizados em diversos modelos de órteses rígidas, compostas de plásticos e metais, o sistema TheraThogs é dinâmico, sendo fabricado por um material leve, flexível, e respirável, o qual  é utilizado sob a roupa normal.
Estudos têm demonstrado efetiva melhora no equilíbrio, padrão de marcha e alinhamento orsteoarticular, permitindo ao usuário ganhos significativos relacionados às suas atividades de vida diárias.
(Informações retiradas do site www.theratogs.com)

domingo, 16 de setembro de 2012

A Fisioterapia na Síndrome de Down

A avaliação inicial da criança com Síndrome de Down deve ser holística, sendo importante estar alerta aos problemas associados à síndrome, tais como hipotonia, redução da força muscular, hipermobilidade articular, pés planos, escoliose, alterações respiratórias, instabilidade atlânto-axial, doença cardíaca congênita, deficiências visual e auditiva, presença de doenças convulsivas. Com esses dados, o fisioterapeuta é capaz de analisar as necessidades de cada criança e de sua família, planejando orientações e intervenções apropriadas para cada situação.
O principal objetivo da fisioterapia é criar condições para explorar o potencial motor da criança, direcionando-a nas sucessivas etapas do desenvolvimento motor e auxiliá-la na aquisição de padrões essenciais e fundamentais do desenvolvimento, preparando-a para uma atividade motora subseqüente mais complexa. Os objetivos específicos são determinados de acordo com a faixa etária ou fase do desenvolvimento. Para alcançar esses objetivos são utilizados métodos que propiciarão maior independência, autoconfiança e ampliação da relação com o meio ambiente.
O objetivo da fisioterapia não é tentar igualar o desenvolvimento neuropsicomotor da criança com síndrome de Down ao de uma criança comum nem exigir da criança além do que ela é capaz, mas auxiliá-la a alcançar as etapas desse desenvolvimento da forma mais adequada possível, buscando a funcionalidade na realização das atividades diárias e na resolução de problemas.
A estimulação bem estruturada pode promover o desenvolvimento da criança, minimizando suas dificuldades e evidenciando a possibilidade de melhores respostas à experiência e adaptação a condições mutantes e a estímulos repetidos. A estimulação adequada torna consciente pra a criança os gestos da vida diária.
Os primeiros meses de vida são fundamentais para a estruturação de nossas potencialidades: as primeiras expressões do bebê são essencialmente motoras grande variedade de pequenos movimentos que fazem parte de um sistema complexo e organizado que irá influenciar no seu bem-estar, presente e futuro. Os primeiros movimentos são reflexos, porém, durante o seu desenvolvimento, a criança os refinará e os tornará mais precisos, reunindo todas as sensações motoras para chegar a gestos globais, tais como erguer a cabeça, sentar-se e ficar em pé.
A criança necessita de pré-requisitos para conseguir passar adequadamente para etapa seguinte do desenvolvimento neuropsicomotor, não se deve tentar pular fases para adiantar o processo, até mesmo porque a criança terá apenas prejuízos. De que adianta andar precocemente se ela é incapaz de se equilibrar ou manipular objetos de forma ordenada? A criança necessita de segurança e controle motor para avançar em seu desenvolvimento.
É importante ressaltar que cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento, que deve ser percebido e respeitado. A deficiência não determina como será o desenvolvimento de ninguém. Cada síndrome tem suas próprias características e cada criança as apresentará de forma diferente. O que importa é respeitar a individualidade da criança e determinar a linha de tratamento a partir disso.
O Conceito Neuroevolutivo Bobath é um dos mais adequados ao tratamento das crianças com Síndrome de Down por estar de acordo com os objetivos do trabalho realizado com bebês. O trabalho de correção postural é realizado com crianças e adolescentes através de métodos ortopédicos e de reeducação postural global, como Iso-stretching e RPG.

Integração Sensorial

Sabemos que é através dos sentidos que vamos interiorizando informações e que vamos percebendo o mundo que nos rodeia. Quando estes falham ou ficam alterados, o acesso ao mundo fica perturbado não possibilitando a correta percepção e interação.
A integração sensorial é então o processo pelo qual o cérebro organiza as informações, de modo a dar uma resposta adaptativa adequada, organizando assim, as sensações do próprio corpo e do ambiente de forma a ser possível o uso eficiente do mesmo no ambiente. As nossas capacidades de processamento sensorial são usadas para a interacção social; o desenvolvimento de habilidades motoras e para a atenção e concentração.
O processamento sensorial inclui a recepção de um estímulo físico (Registo Sensorial), a transformação do estímulo num impulso neurológico (Orientação), e a percepção (Interpretação), ou seja, o consciente experiência as sensações e em seguida Organiza uma resposta adaptativa adequada e executa-a. As funções de processamento sensorial ocorrem num continuum e de uma forma rápida e inconsciente. (Um exemplo deste processo é a reação após tocar numa superfície quente)
Todos temos dificuldade em processar determinados estímulos sensoriais (um certo toque, olfacto, paladar, som, movimento, etc) e todos temos preferências sensoriais. Só se torna um transtorno do processamento sensorial, quando estamos em extremos do continuum, ou seja, torna-se uma "experiência perturbadora”, com flutuações imprevisíveis e com um impacto significativo sobre a capacidade de desenvolvimento ou funcionamento diário.

É essa ruptura que gera uma disfunção neurológica chamada Distúrbio do Processamento Sensorial.
Quando existem distúrbios sensoriais, podem afectar negativamente o desenvolvimento e as habilidades funcionais, quer sejam no comportamento, motoras, cognitivas, quer sejam ao nível emocional.
De acordo com Kranowitz (2005), a predisposição genética, as circunstâncias pré natais a prematuridade,  a excessiva ou insuficiente estimulação, períodos longos de hospitalização ou institucionalização, são algumas das prováveis causas de alteração do processamento sensorial
 Uma Perturbação Sensorial poderá:
- Afectar o comportamento da criança (ex: impulsivas, desatentas, distraindo-se facilmente);
- Prejudicar os seus movimentos (nível de actividade alto ou baixo, descoordenado ou desajeitado, caindo e tropeçando frequentemente);
- Influenciar a sua capacidade de aprendizagem (dificuldade em concentrar-se, perturbar-se com os ruídos, distrair-se com estimulação visual);
- Influir na sua relação com os outros e a sua auto imagem (dificuldade em relacionar-se com crianças da mesma idade, demasiado sensíveis ou críticos, demasiado ansiosos ou receosos, tendendo a isolar-se ou frustrar-se facilmente); Pode impedir uma criança de brincar e de experienciar as interacções fundamentais para a aprendizagem e interacção social.
O  medo, ansiedade ou desconforto que acompanha estas situações quotidianas podem perturbar significativamente as rotinas diárias no ambiente familiar. Além disso, os ambientes escolares e sociais podem conter estímulos físicos que muitas vezes causam sofrimento significativo a essas crianças.
Os pais podem ter dificuldades em lidar com os problemas decorrentes do processamento sensorial, muito antes das crianças ingressarem no ensino escolar! Estes distúrbios podem tornar-se mais evidentes quando a criança entra numa creche e podem persistir na idade adulta.
A função principal dos sistemas sensoriais é realizar a tradução da informação contida nos estímulos ambientais (externos e internos) para a linguagem do sistema nervoso (sentir calor, detectar odores desagradáveis, etc.).
As alterações podem ocorrer num ou em todos os sistemas sensoriais, incluindo táctil, auditivo, visual, gustativo, olfactivo, proprioceptivo e vestibular.
São esses sentidos que devem ser olhados com cuidado:
Táctil: o sentido do tacto; resposta dos receptores da pele sobre o toque, pressão, temperatura, dor e movimento dos pêlos sobre a pele.
Auditivo: contribuição relativa aos sons, a habilidade de perceber correctamente, discriminar, transformar e reagir a sons;
Oral: Relativo à boca, a habilidade de perceber correctamente, discriminar, processar e responder aos paladares ou a estímulos dentro da boca;
Olfactivo: relativo ao cheiro, uma habilidade de perceber correctamente, discriminar, processar e responder a diferentes odores.
Visual: relativo à vista, a habilidade de perceber correctamente, discriminar, processar e responder ao que se vê.
Vestibular: situado no ouvido interno responsável sobre as reacções ao movimento e equilíbrio.
Proprioceptivo: o sentido da "posição"; Como o cérebro interpreta a posição do corpo, peso, pressão, alongamento, movimentos e alterações na posição. A capacidade de perceber espacialmente, cada segmento corporal em particular ou o corpo como um todo, tanto em situações estáticas, como nas actividades que demandam movimento (dinâmicas).
Todos temos alguns tipos de preferências sensoriais e talvez até leve um caso de "disfunção". No entanto, é a frequência, intensidade, duração e impacto funcional desses sintomas o que determina a disfunção.
Muitas crianças com alterações sensoriais a nível táctil, usarão somente as pontas dos dedos, quando brincam com areia, cola, tinta, comida. Assim, seu jogo é limitado tal como a sua capacidade de exercer experiências de aprendizagem. Podem ficar com medo, evitar actividades, retirar, ou actuar como seu corpo responde. Tem tudo a ver com a maneira pela qual o sistema nervoso interpreta as sensações de toque e estimulação.
Para concluir, é importante reter que:
- A integração sensorial é uma desordem neurológica, não uma criança mimada, um produto de má parentalidade, criança desafiadora ou de uma doença mental!
- São reacções a estímulos sensoriais específicos. É sobre como essa entrada é feita, organizada e utilizada para interpretar o seu ambiente e fazer o corpo reagir, pronto para aprender, mover, regular os níveis de energia e emoções, interagir e desenvolver-se adequadamente.
- Se conhece ou observa uma criança com um Distúrbio do Processamento sensorial. Quando os sintomas da disfunção de integração sensorial aparecem, procure o apoio de um profissional de saúde. Como acontece com qualquer problema, a chave é descobri-lo para que possa começar a tratá-lo o mais precocemente possível!